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terça-feira, 25 de maio de 2010

Como alimentar o meu cão?

do Mundo Canino

Há diversas maneiras de alimentar o seu cão. A seguir iremos dar algumas vantagens e desvantagens destas maneiras para ajudá-lo na escolha da que melhor se adapta ao seu modo de vida.




Consumo Livre

O método de alimentação por consumo livre consiste em deixar o alimento à vontade para o animal durante todo o dia.

Vantagens :

- Prático
- Aproxima os hábitos alimentares dos cães dos hábitos alimentares dos gatos
- Diminui problemas de dominância e competição entre os cães

Desvantagens :

- Alta probabilidade dos animais se tornarem obesos
- Baixo controle do consumo diário de alimento

Tempo Controlado

O método de alimentação por tempo controlado consiste em deixar o alimento a disposição por um período do dia.

Vantagem :

- Médio controle do consumo de alimento

Desvantagem :

- Alta probabilidade dos animais se tornarem obesos

Porção Controlada

É o método mais indicado. O método de alimentação por porção controlada consiste em oferecer o alimento em uma quantidade pré-determinada e que atenda as necessidades dos animais. Esta porção pode ser oferecida em uma única refeição, ou preferencialmente dividida em duas ou mais refeições.

Vantagens :

- Total controle do consumo de alimento
- Fácil detecção na alteração do consumo
- Controle do peso do animal

Terrier Australiano

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O terrier australiano é a primeira raça australiana a ter sido reconhecida por outros países, embora já fosse conhecido na Austrália desde 1899, foi reconhecido pela Inglaterra em 1936. Esta raça foi desenvolvida a partir do cruzamento de cães nativos com cairn terriers, terriers irlandêses, scottish terriers e yorkshire terriers. É provável que outras raças de terriers como o Skye terrier também tenham tomado parte na formação do terrier australiano. É uma raça bastante popular em seu país de origem mas ainda é rara no resto do mundo. Este cão foi criado na ilha da Tasmânia, na Austrália, por colonos ingleses para caçar cobras venenosas, ratos e coelhos. Sua habilidade como caçador de cobras o tornou muito apreciado pelos australianos devido a grande quantidade de espécies de cobras venenosas nativas deste país.

O terrier australiano é um cão de companhia muito agradável, de temperamento alegre, ativo e afetuoso. É corajoso, alerta e tem uma excelente audição, características que fazem dele um bom cão de guarda de alarme, além disso é um cão inteligênte e mais receptivo à obediência que a maioria dos outros cães terriers (34ª colocação no ranking de inteligência canina de Stanley Coren). Apesar de bastante ativo, o terrier australiano é adaptável e pode ser um bom cão de apartamentos.

O terrier australiano deve ser exercitado regularmente com passeios e brincadeiras. Seu pêlo áspero deve ser escovado, de preferência, diariamente para se manter bonito e sem nós. Esta raça, assim como toda raça de pequeno porte, deve ter uma higiene bucal regular para evitar a formação de tártaro nos dentes.

Australian Silky terrier

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O Australian silky terrier ou terrier de Sidney, como também é chamado, é uma raça resultante de diversos de cruzamentos realizados entre terriers australianos e yorkshires terriers. Alguns ainda acreditam na influência do Skye terrier para a formação desta raça. É sem dúvida, muito aparentado ao terrier australiano e, inicialmente as duas raças eram uma só. Os primeiros exemplares de pêlo sedoso (”silky” = sedoso) apareceram em ninhadas de terriers australianos no final do século XIX, mas as duas raças se separaram posteriormente e o australian silky obteve reconhecimento como raça independente em 1933, mas os padrões de diferentes regiões da Austrália só foram estabilizados e unificados em 1959. Esta raça é uma excelente caçadora de ratos.

O Australian silky terrier é um cão de companhia carinhoso e apegado ao seu dono. Ele possui um temperamento equilibrado e vivo, adora crianças mas as mesmas devem tomar cuidados para não machucá-los com brincadeiras mais violentas. Esta raça é considerada inteligente e um pouco teimosa, uma vez que é determinado como todo terrier, apesar disto gosta de agradar o seu dono e será relativamente obediente se comparado a outros terriers (37ª colocação no ranking de inteligência canina de Stanley Coren).

O silky terrier deve ser exercitado regularmente com passeios e brincadeiras mas esta é uma raça que pode se adaptar muito bem a vida em apartamentos. Este cão é muito limpo, seu pêlo deve ser escovado regularmente. Esta raça, assim como toda raça de pequeno porte, deve ter uma higiene bucal regular para evitar a formação de tártaro nos dentes.

Boiadeiro Australiano

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O boiadeiro autraliano, ou Australian cattle dog (ACD), foi criado durante o século XIX na Austrália. No início do século XIX, uma variedade de cão inglesa, chamada de smithfield, atualmente extinta, que era um cachorro próximo ao bobtail, foi levado da Inglaterra para a Austrália para trabalhar nas fazendas. Porém estes cães ingleses não se adaptaram ao trabalho no clima árido e quente do interior da Austrália e por isto foram cruzados com os cães selvagens australianos, os dingos. Os cães resultantes destes cruzamentos não se mostraram adequados ao trabalho com o gado pois eram agressivos com os animais e acuavam o gado assustando-o sem guiá-lo. Nesta época muitos cães continuavam sendo importados para a Austrália, especialmente vindos da Inglaterra, por fazendeiros australianos, um destes fazendeiros, Thomas Hall, havia importado um casal de collies de pêlo curto, mas eles também não haviam se adaptado bem ao clima australiano. Thomas Hall resolveu cruzar seus collies com os mestiços de dingo e smithfield existentes em sua fazenda, a partir destes cruzamentos começou a surgir um interessante cão de fazenda, capaz de trabalhar bem no clima australiano e muito inteligente. Estes cães apresentavam uma maneira própria de conduzir o gado, mordiscando seu calcanhar e por isso receberam o nome de Heeler (”heel” do inglês significa calcanhar).

Para melhorar a relação entre os heelers e os cavalos (eles tinham tendência a morder os calcanhares dos cavalos assustando-os) eles foram misturados com cães da raça dálmata (famosos por sua relação com os cavalos). Também acredita-se na participação do bull terrier, raça muito popular na época, que teria sido misturada ao heeler para aumentar sua coragem. Alguns também afirmam que houve a participação do kelpie durante a formação da raça. O boiadeiro autraliano foi reconhecido por volta de 1890.

Embora seu nome atual seja o de boiadeiro autraliano, às vezes também é chamado de “Blue heeler” ou “Red heeler” dependendo de sua cor (blue = azul e red = vermelho). Apesar de sempre apresentar cor “azul” ou “vermelha”, todos os boiadeiros nascem brancos, uma herança da raça dálmata, a cor só aparece após uma semana de vida. Seu latido é bastante peculiar e muitos donos falam que lembra o pio de uma coruja. Uma outra particularidade da raça, que muitos donos relatam, é a sua grande longevidade.

Este cão é resistente e vigoroso, capaz de trabalhar continuamente sob o sol forte sem se cansar. Os boiadeiros são muito apegados ao seu dono, fieis, bastante atentos, corajosos e desconfiados com estranhos, características que fazem dele um bom cão de guarda além de boiadeiro e companheiro. Cães desta raça são bons com crianças, companheiros incansáveis de brincadeiras. O boiadeiro australiano é um cão inteligente e obediente, habituado a trabalhar em parceria com o homem (10ª colocação no ranking de inteligência canina de Stanley Coren). A raça é atlética e com grande habilidade para o salto, se saindo bem em competições de agility e flyball.

Os boiadeiros australianos são cães rústicos, ativos e dinâmicos, que precisam de muito espaço e exercício. Devem ter a possibilidade de gastar sua enorme energia diariamente ou certamente desenvolverão problemas de comportamento. Cães desta raça não devem ser mantidos presos e nunca devem ser criados em apartamentos. Uma escovação semanal basta para a manutenção do seu pêlo. Esta é uma raça muito saudável, contudo alguns exemplares podem apresentar problemas de atrofia progressiva da retina, surdez congênita ou luxação de patela, estes são problemas genéticos que podem ser evitados com a escolha consciente do filhote e dos pais da ninhada.

Akita Inu

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O akita inu, ou simplesmente akita (Inu em japonês significa “cachorro”), é a maior e mais famosa das raças japonesas. O akita é originário da província de Akita, na ilha de Honshu, no Japão, de onde ganhou seu nome. Originalmente este guardião japonês era um cão de combate, e um caçador de animais de grande porte como o urso, antigamente também era chamado de “Akita Matagi” ou “caçador de ursos de Akita”. É provável que seus ancestrais sejam cães spitz de origem asiática, que chegaram ao Japão há muito tempo, quando o Japão ainda estava ligado ao continente. Com a separação da ilha, estes cães começaram a se adaptar às condições e ao gosto dos habitantes locais, tornando-se diferentes das raças continentais. Durante os anos, especialmente após a chegada no Japão de povos estrangeiros que levaram seus cães, os akitas começaram a ser misturados com outras raças estrangeiras, incluindo mastiffs e são bernardos, e outras raças nacionais como o tosa, com o objetivo de aumentar seu tamanho e força para os combates de cães que eram muito populares no Japão. Devido às misturas com outras raças, o tipo original do akita quase foi perdido e, para evitar que isto acontecesse, o governo japonês decretou a raça como patrimônio histórico e natural do Japão e realizou programas para a recuperação da raça.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o envolvimento do Japão na guerra fez com que a raça fosse quase extinta. O imperador decretou que todos os cães que não fossem pastores alemães (devido a atuação deste como cão militar), fossem sacrificados para a utilização do couro pelo exército. Muitos criadores de akitas acabaram cruzando seus cães com pastores alemães na tentativa de escapar ao decreto e o tipo origonal do akita se tornou ainda mais raro. Após a guerra muitos cães foram importados para os Estados Unidos por soldados que voltavam para casa e, como os americanos preferiam os cães maiores e mais fortes, justamente aqueles com sangue de mastiff e pastor alemão, a variedade de akita criada atualmente nos Estados Unidos é bem diferente da variedade japonesa, resultando na separação das duas raças, o akita inu e o akita americano (contudo em alguns países, como nos Estados Unidos os dois ainda são considerados como duas variedades de uma única raça). Enquanto nos Estados Unidos a criação dos akitas seguia um rumo próprio, no Japão, iniciava-se um esforço para recuperar o tipo original, livre da influência de outras raças.

Apesar de sua função original de caçador e cão de rinhas, o akita chegou aos dias de hoje como cão de guarda e de companhia. É um cão muito silencioso que raramente late, além disso é desconfiado com estranhos, muito corajoso e extremamente leal ao seu dono. No Japão a raça se tornou símbolo de lealdade e respeito através de “Hachiko” um akita que se tornou famoso durante a década de 30 pela sua fidelidade à memória de seu dono. Cães desta raça são muito independentes e, por isso não costumam ser muito obedientes (54ª colocação no ranking de inteligência canina de Stanley Coren) exigindo paciência e dedicação do seu dono. Akitas também são cães dominantes, por seu passado de cães de rinha não costuma conviver bem com outros cães. Com o seu dono o akita é dócil e uma companhia muito agradável.

Este é uma raça esportiva, muito boa para acompanhar seus donos durante caminhadas e passeios. Deve ter espaço para se exercitar e, apesar de calmo e silencioso não é recomendado para apartamentos. O pêlo deve ser escovado diariamente. Esta raça pode estar sujeita à incidência de displasia de cotovelo, de entrópio, epilepsia e atrofia progressiva da retina males genéticos que podem ser evitados com a escolha consciente do filhote e dos pais da ninhada.

Affenpinscher

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Cãozinho de aparência exótica e temperamento afetuoso. Esta raça existe desde antes do século XVII embora não seja possível fixar exatamente a sua data de origem. O affenpinscher começou a se desenvolver princialemte ao redor da cidade de Munique, na Alemanha, onde caçava ratos e fazia companhia a comerciantes e artesões.

Acredita-se que seja aparentado com o schnauzer e com o grifo de bruxelas e que tenha influenciado na criação de diversas outras raças européias de pêlo duro. Embora ainda seja bastante raro no Brasil, esta raça com “cara de macaco” (o nome affenpinscher em alemão significa pinscher-macaco) têm se tornado bastante popular como cão de companhia em alguns países europeus, especialmente a França, que o apelidou de “diablotin moustachu” (diabinho bigodudo) onde sua popularidade tem crescido desde os anos 30.

É uma raça de tamanho pequeno com pêlo duro e bastante expressivo. Leal à sua família, bastante vivo e atento, sendo um bom guarda de alarme. Possui instinto forte para caçar roedores e alguns são utilizados nesta função até hoje, por isso a convivência com chinchilas, hamsters ou outros roedores e animais de pequeno porte é desaconselhada. Vive bem em apartamentos e espaços pequenos, desde que receba atenção por parte dos donos, é um cão que aprecia bastante a companhia humana.

O maior cuidado a se tomar no trato diário deste cachorro é a escovação diária do pêlo. Como toda raça pequena deve-se tomar cuidado com a formação de tártaro.

Alexandre Rossi: Como os cães podem tornar a vida das pessoas mais Saudável

O Cão Guia

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História

O primeiro relacionamento especial entre um cão e uma pessoa cega é perdido nas névoas do tempo, mas talvez, o exemplo mais novo é descrito em um anúncio de mural no primeiro-século, nas ruínas enterradas de Roman Herculaneum. Também desde a Idade Média, uma chapa de madeira sobrevive mostrando um cão que conduz um homem cego com uma coleira.

Entretanto, a primeira tentativa sistemática de treinar cães para ajudar a povos cegos veio ao redor de 1780 no hospital para cegos “Les Quinze-Vingts”, em Paris. Pouco depois, em 1788, Josef Riesinger, um fabricante cego de Viena, treinou um spitz tão bem que as pessoas freqüentemente duvidavam de que ele era cego.



Então, em 1819, Johann Wilhelm Klein, fundador de um instituto de educação para pessoas cegas (Blinden-Erziehungs-Institut) em Viena, mencionou o conceito do cão guia em seu livro para educar pessoas cegas (der Blinden de Unterricht do zum de Lehrbuch). Infelizmente, não existe nenhum registro de suas idéias, e nem mesmo de que tenham sido realizadas. Não obstante, um homem suíço, Jakob Birrer, escreveu em 1847 sobre suas experiências de ser guiado sobre um período de cinco anos por um cão que ele mesmo tinha especialmente treinado.

A história moderna do cão-guia, entretanto, começa durante a primeira guerra mundial, quando milhares de soldados estavam retornando cegos, devido a gases venenosos. Um doutor alemão, Dr. Gerhard Stalling, teve a idéia de treinar cães em massa para ajudar àqueles afetados. Um dia, quando andava com um paciente pelo hospital, ele foi chamado urgentemente, deixando o seu cão na companhia do paciente. Quando retornou, ele teve a impressão distinta da maneira que o cão se comportava e como olhava o paciente cego.

O Dr. Stalling começou explorar as maneiras de treinar cães para transformar estes em guias de confiança. Em agosto de 1916, foi aberta a primeira escola de cães-guia do mundo para cegos em Oldenburg. A escola cresceu e novas filiais foram abertas em Bona, Breslau, Dresden, Essen, Freiburg, Hamburgo, Magdeburg, Münster e Hannover, resultando em até 600 cães treinados por ano. De acordo com alguns clientes, estas escolas forneceram cães não somente aos ex-militares, mas também às pessoas cegas da Grã Bretanha, França, Espanha, Itália, Estados Unidos, Canadá e União Soviética.

Tristemente, o empreendimento teve que fechar em 1926, mas por esse tempo um outro grande centro de treinamento de cães-guia tinha sido aberto em Potsdam, perto de Berlim, e estava provando ser altamente bem sucedido. Seu trabalho quebrou o novo campo de treinamento de cães-guia, era capaz de acomodar mais ou menos 100 cães de cada vez, e fornecia até 12 treinamentos completos a cães-guia por mês. Em seus primeiros 18 anos, a escola treinou mais de 2.500 cães, com uma taxa da rejeição de apenas 6%.

Em torno deste tempo, uma milionária americana, Dorothy Harrison Eustis, já treinava cães para o exército, polícias e serviço aos consumidores na Suíça. Era a energia e a perícia de Dorothy Eustis que estava lançando o Movimento Internacional do Cão-Guia. Quando ouviu sobre o centro de Potsdam, Eustis estava curiosa para estudar seus métodos, e gastava diversos meses lá. Ela voltou tão impressionada que escreveu um artigo sobre o assunto para o The Saturday Evening Post na América, em Outubro 1927.

Um americano cego chamado Frank Morris ouviu sobre o artigo e comprou uma cópia da revista. Ele disse mais tarde, que pelos cinco centavos pagos, "comprei um artigo que valeu mais do que um milhão dólares para mim. Isto mudou minha vida". Ele escreveu para Eustis, dizendo lhe que gostaria muito de ajudá-la a introduzir cães-guia nos Estados unidos.

Aceitando o desafio, Dorothy Eustis treinou um cão, Buddy, e trouxe Frank para Suíça para aprender como trabalhar com ele. Frank voltou para os Estados Unidos acreditando ser o primeiro cão-guia da América.

O sucesso desta experiência incentivou Eustis a abrir suas próprias escolas de cão-guia em Vevey na Suíça em 1928 e pouco depois nos Estados Unidos. Chamou-os "L’Oeil qui Voit", ou "The Seeing Eye" (o nome vem do Velho Testamento da Bíblia- "O ouvido que ouve, e o olho que vê", Provérbios, XX, 12), e esta foi a primeira escola de cães-guia da modernidade”.

Em 1930, duas mulheres Britânicas, Muriel Crooke e Rosamund Bond, ouviram sobre "The Seeing Eye" e entraram em contato com Dorothy Eustis, que as enviou um de seus instrutores. Em 1931, os primeiros quatro cães-guia britânicos terminaram seu treinamento e três anos mais tarde a associação de cães-guia para cegos foi fundada: The Guide Dogs for the Blind Association.

Desde então, estão sendo abertas escolas de cães-guia em toda parte do mundo, e mais escolas abrem suas portas a cada década. Milhares de pessoas tiveram suas vidas transformadas pelos cães-guia e pelas organizações que os fornecem. O compromisso das pessoas que trabalham para estas organizações é hoje tão profundo quanto era antigamente, e os herdeiros da herança de Dorothy Eustis continuam a trabalhar para aumentar a mobilidade, a dignidade e a independência de pessoas cegas no mundo. O movimento continua.

Cães, mais de lei

do Mundo Canino



Não se sabe ao certo quando os cães começaram a ser domesticados, mas uma coisa é certa: os cães e as pessoas têm trabalhado juntos por milhares de anos. Os métodos modernos de treinamento fizeram com que os cães se tornassem parte integral da vida de muitas pessoas, não apenas como companheiros mas também como cães-guia, cães de busca e resgate e cães farejadores de bombas e drogas.

Atualmente, as forças policiais em muitas das principais cidades usam cães para rastrear criminosos, farejar materiais ilegais, fazer buscas em edifícios, etc.

Entenda Melhor

O cão policial luta até a morte para defender seu dono. Esse tipo de cachorro é encontrado nas forças armadas e corporações, onde os animais são utilizados não só como ferozes guardas, como também para seguir pistas de pessoas foragidas ou desaparecidas, patrulhas e operações de salvamento.

A maior parte dos cães policiais são pastores alemães. Como o nome indica, esses cães originalmente vigiavam rebanhos de cordeiros. São hoje o tipo mais comum de cão policial, à frente do dobermann e do boxer. Inteligentes e fáceis de treinar, são utilizados muitas vezes como guias de cegos para busca e salvamento em montanhas.

Podem também ser treinados como bons cães domésticos e são especialmente afetuosos com as crianças,mas cuidado, em certas situações um cão policial pode confundir o dono com um ladrão e pular em seu pescoço.

O Trabalho dos cães na Policia



































A Polícia Militar do Estado de Santa Catarina conta com mais de 130 cães e mais de 13 canís sendo que na Grande Florianópolis, este número é de 36 cães policiais. Dentre eles, a maioria pertence à raça Labrador e Pastor Alemão, que são as mais adequadas a este trabalho devido as suas virtudes e aptidões específicas. São cães multi-funções e suas qualidades originais os tornam essencialmente aptos para serem “cães de polícia”.

“A grande diferença entre o homem e o cão, em relação ao faro, é que o diâmetro interno do nariz onde se situam as células sensórias do olfato é estimado em 5 milhões de células para o homem enquanto um Pastor Alemão possue 220 milhões.

O Capitão Claudionir de Souza, há mais de 17 anos na Polícia Militar, é hoje o Comandante da Companhia de Policiamento com Cães da Polícia Militar e confirma a importância destes cães para a polícia e a sociedade sendo grandes aliados na fiscalização, segurança e ordem dos locais públicos.

Segundo o Capitão Souza, as vantagens da utilização do cão na polícia são;

- eles causam impacto psicológico muito bom nas ocorrências;
- auxiliam no combate ao narcotráfico;
- economizam tempo e pessoal na localização das drogas;
- nas abordagens expõem menos o policial ao risco de vida;
- possibilitam maior e melhor precisão no rastreamento e varredura em buscas na mata;
- auxiliam no combate ao crime.

Os cães recebem treinamento diário feito por cada policial que é responsável por seu cão. É um trabalho contínuo que exige dedicação, esforço, competência e acima de tudo um grande amor ao cão.

Começando a partir dos 8 meses de idade e tendo uma vida útil de trabalho de 8 anos de serviços prestados ou 10 anos de idade, em média, o treinamento canino é intenso e reforçado todos os dias para exercitar o condicionamento.

Estes cães além do trabalho árduo e profissional contra a criminalidade, também fazem demonstrações em solenidades militares e civis.

O canil da Polícia Militar também está aberto ao público, através de ofício, para visitação de escolas mostrando aos visitantes a utilidade e importância do cão policial.

Vários destes cães já se destacaram no ofício de cão farejador de droga, como é o caso da Labradora Mel – que já fez a apreensão de mais de 5 quilos de pasta de cocaína em Barreiros numa operação conjunta com o DEIC e o Beagle Bonno - que farejou escondido na tampa traseira de uma caminhonete com fundo falso, mais de 2 quilos de pasta de cocaína e outras drogas.

Além deles ainda se destacam com várias “Honras ao Mérito” – o Pastor Alemão Tander, Johnny, Taigor e outro Labrador – Athos, entre outros. Todos sempre dispostos a cooperar e tentar acabar com a criminalidade em nossa cidade.

Desde 1980 começaram as atividades do canil da Polícia Militar. De lá para cá muitos cursos de treinamento foram realizados aprimorando, cada vez mais, a eficiência do trabalho, inclusive com a participação de policiais especializados da SWAT.

Um dos cursos mais modernos em treinamento de cães farejadores dos Estados Unidos que se chama K-9, também já foi realizado em Florianópolis.

O termo K-9 começou a ser utilizado pela polícia norte-americana para designar a seção encarregada de treinar e utilizar cães nas missões de segurança dos departamentos de polícia do país. Este termo se popularizou em todo o mundo e hoje serve para designar atividade de treinamento avançado do cão para a função de defesa e segurança.

Dentre os adestramentos, os cães podem ser treinados para dois tipos de alerta quando percebem a droga: o alerta ativo – ocorre quando o cão é treinado para dar uma resposta entusiástica, arranhando e mordendo o local onde a droga está escondida, e o alerta passivo – quando o cão senta ao lado dos suspeitos ou do local onde a droga está escondida ou realiza um movimento previamente determinado para indicar através do sinal, o local do esconderijo da substância entorpecente.

Os cães que são treinados no sistema de alerta ativo, geralmente trabalham em locais abertos e de difícil acesso, enquanto que os cães treinados no alerta passivo são, usualmente, utilizados no contato direto com o ser humano.

Todos estes cursos de obediência, guarda e proteção, abordagem de edificações, busca de pessoas através do rastreamento, farejamento de drogas e o K-9, possibilitam, cada vez mais, o aprimoramento e a excelência da qualidade nos treinamentos destes cães da Polícia Militar – que zelam pela nossa segurança e bem estar, desta que é considerada a capital com melhor qualidade de vida do país, graças aos nossos Policiais e aos nossos especiais amigos peludos “policiais”.

Esse é o trabalho do Cão Policial.
































Imagens: Policia Militar de Santa Catarina
Agredecimentos: PM-SC

Major foi encontrado na rua, e esta a espera de um dono

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Mais um cão espera para ser adotado na Clínica Veterinária Schweitzer, em Jaraguá do Sul, SC. O dobermann Major, de aproximadamente quatro anos, foi encontrado na rua Waldemar Grubba, no bairro Baependi, na semana passada. Major tinha sinais de agressão e estava com conjuntivite, mas, já foi tratado, tomou banho e está pronto para ganhar um novo dono.



Apesar de a raça ser conhecida pelo temperamento agressivo, o veterinário Valdemar Schweitzer afirma que Major é dócil e carinhoso e pode facilmente viver em um ambiente com crianças. “Ele é muito inteligente e também pode servir como cão de guarda”, afirma. Quem estiver interessado em adotá-lo pode ligar para o 3275-3268.

Os outros dois cães que estavam para adoção na clínica voltaram para casa na última semana. Spike, um cachorro sem raça definida, havia fugido e os donos o recuperaram depois de ler a reportagem no “AN Jaraguá”. “Minha filha quase explodiu de felicidade quando vimos que o Spike estava bem”, comemora a dona de casa Marli Hafemann da Silva, 49.

Malu chegou a ser adotada por um casal, mas fugiu no primeiro dia. A verdadeira dona procurava pela cadela desde 2009. Taxistas do bairro Vila Lenzi encontraram Malu e reconheceram a cadela.