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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Cães que comem suas fezes

do Mundo Canino



Ato de comer fezes, é muito comum, na clínica veterinária, queixas relacionadas a cães que comem fezes. "Ver meu cãozinho fazendo isto me causa repugnância", dizem todas as pessoas que vêem seu animal com este tipo de comportamento e geral correm para o veterinário em desespero e pedem uma explicação, um tratamento ou alguma solução rápida, pois não querem mais que seu cão faça isso.

Bom, não é tão simples assim, o estudo da coprofagia ainda não chegou a uma resposta e muito menos a um tratamento definitivo para este problema, existem várias explicação para tal fato, onde devemos primeiro classificar e identificar a origem do problema:

Classificação por tipo de fezes

Esta classificação foi feita segundo relato em literatura

a) Cães que comem fezes de animais herbívoros. Comportamento comum de ser observado em carnívoros silvestres. Fezes, como por exemplo, de cavalos, são
uma fonte de produtos de digestão microbiológica alem de fornecerem nutrientes aos cães.

b) Cães que comem fezes de gatos. Comportamento comum de causa indeterminada.

c) Cadelas recém paridas comem as fezes de seus filhotes. Ainda que seja um comportamento normal pode ser mal interpretado.

d) Cães que comem as próprias fezes.

e) Cães que comem fezes de cães adultos. A razão para esse comportamento não está bem determinada.

f) Cães que comem fezes humanas.

g) Cães mantidos em canis públicos ou abrigos particulares parecem exibir mais freqüentemente este comportamento.

h) Casos mistos.

Classificação segundo as causas

Varias são as hipóteses sugeridas como causas da coprofagia, no entanto não há respostas definitivas. Alguns autores sugerem que a razão para a não definição
das causa deste problema seja a decorrente das inúmeras possibilidades que normalmente envolvem este tipo de comportamento, sendo por tanto um problema multifatorial.

Deficiência metabólica ou doença

Cães que comem fezes de outras espécies animais podem fazê-lo por que estas podem ser nutritivas, palatáveis e, por causarem poucos problemas, ou representarem um petisco apreciado pelo cão. Comer fezes pode não ser repugnante para um cão e pode representar uma fonte de alimento.

Super alimentação: sobrecarregar o sistema digestivo fornecendo alimentação e especialmente a base de ração uma única vez ao dia pode sobrecarregar o sistema digestivo e consequentemente ocorrer uma má digestão. Assim as fezes apresentaria um alto grau de produtos alimentares não digeridos. Mais tarde sentindo fome o cão se alimentaria das próprias fezes.

Baixos níveis protéicos ou alimentação insuficiente (fome).

Dietas muito ricas em carbohidratos e fibras.

Deficiência na produção pelo cão de enzimas digestivas.

Verminoses e carência nutricional.

Síndrome de mal absorção.

Razões comportamentais

As cadelas recém paridas consomem as fezes dos filhotes. Dessa forma mantém o ninho limpo.

Ansiedade devido a conflito ambiental. Stress ambiental pode contribuir com vários comportamentos incluindo a coprofagia.

Cães entediados que manipulam fezes como passatempo. (brincadeira ou comportamento lúdico)

O cão pode ser condicionado a ingerir fezes para receber atenção do proprietário. O comportamento pode ter sido reforçado pela reação emocional do proprietário "Não faça isso Totó !!!!!!!!!"e que significou ganho de atenção.

As fezes parecem ter um caráter lúdico e ser gratificantes, auto recompensa e serem saborosas.

Punições excessivas relacionada a eliminações do cão. Cães podem comer fezes para evitar que os proprietários os punam.

A distribuição errônea do espaço de dormir, alimentar, defecar e urinar. Cães que não dispõem de espaço suficiente e são forçados a defecar em seu espaço de
dormir acabam por ingerir suas fezes para manter o espaço limpo.

Ansiedade de separação. Cães deixados em casa sem companhia por um longo período de tempo acabam por exibir este comportamento.

Vício por razões comportamentais. Cães confinados ou presos são mais aptos a desenvolverem coprofagia do que aqueles que estão em companhia humana na maior parte do tempo. Parece que animais que saem a passeio, recebem maior atenção do dono, são menos isolados e ganham brinquedos podem ter este comportamento diminuído, aliviado.

Cães selvagens ao se alimentarem da caça iniciam sua alimentação pela ingestão de órgãos abdominais, incluindo ai o intestino e seu conteúdo. Daí as fezes não serem repugnantes para os cães.

Hereditárias, manifesta-se aproximadamente aos 6-8 meses. Em tais casos o comportamento é considerado normal, onde buscar nutrientes no lixo representou uma adaptação no processo d evolução e domesticação do cão.

Tratamentos propostos

Cães jovens podem comer fezes com o propósito de estabelecer uma flora bacteriana intestinal apropriada, no entanto, comer as fezes representa um comportamento não adequado uma vez que as fezes podem ser fontes de infestação de vermes, bactérias e vírus. Por outro lado este comportamento é rejeitado por nós e portanto deve ser tratado, ou modificado.

O Tratamento dos casos de coprofagia descritos em literatura não são uniformes. Uma vez que as causas são multifatorias e não sejam bem definidas também tornam a escolha do tratamento muito difícil e as vezes controvertido..

Serviço
André de Almeida Prazeres Gonçalves

Cães que viraram voluntários e ajudam pacientes em Hospitais

do Mundo Canino

Aos 3 anos, o golden retriever Joe Spencer tem agenda cheia. Às segundas e quartas, bate cartão no Hospital São Paulo, na Vila Clementino. Toda terça, comparece a uma escola especializada em pessoas com paralisia cerebral, no mesmo bairro, e às quintas vai ao Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graac), na Vila Mariana. "Quando Joe não tem trabalho voluntário, ele fica tristonho", acredita a administradora Luci Borges, dona do cachorro, que desde 2005 é levado para visitar doentes e idosos. No mesmo ano, a pedagoga Cecília de Souza Leite criou um projeto similar. Hoje, coordena uma equipe com treze cães que se revezam em hospitais públicos, asilos e clínicas da cidade. "É impressionante ver como as crianças ficam felizes quando os animais entram nos quartos", conta Cecília.

O uso de animais em tratamentos médicos começou por volta de 1800, na Inglaterra, em uma clínica de doentes mentais. Ali, os pacientes eram incentivados a cuidar dos bichos. Com o passar dos anos, outras técnicas foram desenvolvidas. Por aqui, a pioneira é a médica veterinária e psicóloga Hannelore Fuchs, que em 1987 se doutorou na USP com um estudo sobre os benefícios da interação de animais com pacientes. Dez anos mais tarde, montou uma equipe – hoje formada por dezoito pessoas – para levar cães, pequenos roedores e tartarugas a hospitais como a Santa Casa, na Vila Buarque, e o Nossa Senhora de Lourdes, no Jabaquara. "Os pacientes ficam mais calmos, choram menos, e o relacionamento com os enfermeiros melhora", afirma.

Antes de entrarem nos hospitais, os cães têm a boca e as patas limpas com anti-séptico. A cada quatro meses passam por um veterinário. As visitas, semanais, duram de uma a duas horas. Esse tempo, distribuído entre os pacientes, parece pouco para Mateus da Silva, 5 anos, tetraplégico desde os 3. Ele abre um sorrisão quando recebe o carinho da golden Lola. Ou para Rafael Souza, 2 anos, que, depois de ficar três dias internado com uma crise respiratória e obter alta, não queria nem saber de ir embora para casa. "O cachorro é meu", dizia, enquanto levava Lola pela coleira no corredor do Hospital Mandaqui

Dogue Alemão

do Mundo Canino



Suavemente musculoso e bem construído o Dogue Alemão combina um aspecto elegante com facilidade de movimento. A cabeça é comprida e estreita, refinada e esculpida. As orelhas são de tamanhos medianos e erguidos. Boa ossatura e grande solidez são características dessa raça. Sua altura varia entre 71 e 80 cm e seu peso de 45 Kg para mais. As cores podem ser: preto, azul, tigrado, arlequim. A pelagem é curta, espessa, suave e brilhante.

Os alemães foram os responsáveis pelo desenvolvimento dessa raça com base num tipo antigo de moloso. Seu nome antigo Cão Alemão de Javali nos lembra sua antiga habilidade para caçar javalis. Acredita-se que cruzamentos com Greyhound devem ter acrescentado a agilidade e o corpo esbelto da raça.

Ser ou não ser um proprietário de um Dogue Alemão depende do tamanho de sua casa ou jardim. Eles necessitam tomar parte da vida familiar, sendo as refeições seus momentos favoritos. Muitos acham que o Dogue Alemão é muito bonachão para ser guarda, porem com seu tamanho e força pode servir perfeitamente para isso, desde que treinado.

Dalmata

do Mundo Canino



É sem dúvida uma raça de singular beleza. O Dálmata possui uma pelagem branca de fundo com manchas negras ou marrons. A pelagem é lisa. O aspecto geral é de equilíbrio e simetria. É forte e musculoso e seu peso varia entre 23 e 25Kg e sua altura entre 48 e 58cm. As orelhas são arredondadas e com inserção alta.

O Dálmata é conhecido na Inglaterra desde 1700. E.C. Ash, famoso autor do livro “Dogs and their History”, faz referência a uns cães manchados por volta de 2000 AC. Sem dúvida alguma o Dálmata é uma raça antiga que mudou muito ao longo dos séculos. Foram usados por bombeiros ao redor do ano 1800, pois se adaptavam bem com os cavalos. Na época das carruagens, iam ao lado dos cavalos, para proteger os viajantes e iam à frente das carruagens quando chegavam em algum povoado. Mais tarde se converteram em símbolo de luxo.

Existem pelo menos 101 razões para se ter um Dálmata. É um cão de companhia por excelência, muito sociável, devoto e fiel, sempre disposto a obedecer. É a pura encarnação do melhor amigo do homem.

Chow Chow

do Mundo Canino



O Chow chow é um cão perfeitamente equilibrado. Seu corpo de constituição quadrada é maciço e musculoso. A cabeça é grande e bem proporcionada. Sua expressão característica mostra independência. Um detalhe típico que ele compartilha com o Shar-pei é a língua azul. As orelhas são pequenas e erguidas. Sua pelagem, e formada por pelos compridos, espessos, abundantes e eriçados. Aceitam-se todas as cores. Sua altura varia entre 48 e 51 cm e seu peso entre 21 e 32 Kg.

O Chow Chow é o principal cão indígena da China e teve usos diversos: caçador , guardião de caravanas e guardião noturno de barcas e trenós. Além disso, os chineses os usavam como alimento (daí o nome chow que significa mastigar). A raça foi baseada em raças nórdicas e provavelmente molosos orientais. O Chow Chow chegou na Inglaterra em 1870 como curiosidade e se denominava “cão comestível”. A variedade de pelo curto, menos conhecida, está ganhando adeptos.

Esse ursinho de pelúcia goza de grande popularidade nos EUA e Grã Bretanha. É inteligente, forte e firme e possui grandes habilidades. Sua pelagem longa necessita cuidados freqüentes. No verão é imprescindível que possa ficar na sombra. É independente, tranqüilo e um bom guardião.